Porque continuamos a revisitar as mesmas feridas?

As últimas semanas (para não dizer nos útlimos meses) muitas têm sido as vezes em que vou escutando e vivendo eu mesma, episódios em que temos de lidar com algo que nos afecta profundamente ou desencadeia as nossas velhas feridas, os nossos medos e até as nossas crenças limitadoras. Sinto-nos presos a algo que parece não nos deixar avançar.

Não sei quanto a ti, mas estava ontem a fazer um balanço deste ano e a palavra que melhor encontrei para o definir foi DESCONFORTO. Um desconforto diário. E às vezes, mesmo quando queremos resolver rapidamente o que nos aflige, é preciso tempo para ficar um pouco nesse desconfoto que pede diálogo. Que pede paciência, que pede tempo. O DESCONFORTO é um imenso companheiro de aprendizagem porque nos convida a desenvolver disponibilidade interna para ver as coisas de uma perspectiva maior, de uma visão mais larga.

A verdade é que muitas das nossas feridas permanecem bem vivas dentro de nós, à espera que sejamos capazes de lhes dar tempo e atenção. Pessoalmente 2022 trouxe-me a oportunidade de revisitar feridas que eu acreditava estarem resolvidas essencialmente porque evitei durante demasiado tempo colocar-me em situações em que elas ganham vida. A mente pode ser tão inteligente a fazer detours e razias ao que nos magoa, não é?Revisitarmos as nossas feridas requer que muitas das vezes deixemos de evitar circunstâncias que as manifestam. Talvez tenha sido essa a grande jornada de 2022.

Nos dias mais dificeis olho para a cicatriz que trago na testa e tento relembrar-me: a dor não nos desfigura ela é, na verdade a nossa maior fonte de Força.
Boa semana,
Em Amor e Presença,
Susana Cristina

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